O que fazer nos primeiros 5 minutos se você caiu em um phishing

Christian Ali Bravo

Você clicou onde não devia? Informou seus dados em um formulário suspeito? Não perca tempo: estes são os 5 minutos mais importantes para evitar que suas contas, suas informações e seu dinheiro caiam nas mãos de um cibercriminoso.

Você recebeu um e-mail que parecia ser da sua empresa e clicou em um link malicioso? Preencheu um formulário de um “sorteio incrível”, informando seus dados sem suspeitar? Então é muito provável que você tenha sido vítima de um ataque de phishing.

O phishing é uma das técnicas de engenharia social mais utilizadas pelo cibercrime para roubar informações e dinheiro. As mensagens geralmente parecem vir de entidades confiáveis, como bancos, redes sociais ou órgãos oficiais, e buscam fazer com que você aja rapidamente, sem pensar.

Mas, mais importante do que entender o que é phishing, é saber como reagir caso você tenha sido vítima de um ataque, pois seus dados, informações e até seu dinheiro estão em risco. Nesse momento, começa uma corrida contra o tempo, em que os primeiros 5 minutos são decisivos para conter os danos e proteger suas contas e tudo o que está associado a elas.

A seguir, um passo a passo detalhado para que você saiba como agir de forma rápida e eficaz quando o tempo não está a seu favor.

 

MINUTO 0 – Respirar

A chave para realizar cada uma das etapas que detalharemos a seguir é manter a calma. Com ações rápidas e objetivas, é possível mitigar os danos e evitar que suas informações, dados, arquivos e dinheiro fiquem em risco.

 

MINUTO 1 – Desconectar

O primeiro passo é desconectar o dispositivo, seja do Wi-Fi ou dos dados móveis. Também é importante fechar a página ou o aplicativo onde ocorreu o ataque de phishing, para evitar continuar interagindo nesse ambiente malicioso.

Por que isso é importante?

Muitos ataques não terminam apenas quando você insere seus dados, já que agentes maliciosos podem tentar roubar sessões ativas, baixar malware ou continuar enviando suas informações em segundo plano. Ao interromper a conexão, você corta a comunicação com o servidor do atacante, limitando o impacto imediato.

 

MINUTO 2 – Alterar

O próximo passo é alterar todas as suas senhas críticas: internet banking, carteiras digitais, redes sociais e e-mail. Este último é o mais importante, pois funciona como a “chave mestra” para acessar outras contas e serviços.

Por que isso é importante?

Quando você cai em um ataque de phishing, começa uma corrida contra o tempo contra o ciberatacante. Para evitar que ele redefina as senhas das suas contas e assuma o controle, é essencial atualizá-las o quanto antes, invalidando o acesso que acabou de ser comprometido.

 

MINUTO 3 – Ativar

O próximo passo é ativar a autenticação em dois fatores, também conhecida como 2FA, em todas as contas onde for possível. Trata-se de uma camada extra de segurança, que pode ser configurada para enviar um código de uso único, geralmente por SMS, que deve ser inserido para acessar suas contas. Mesmo que o cibercriminoso tenha obtido suas credenciais, ele ainda precisará desse código para conseguir entrar.

Por que isso é importante?

Mesmo que alguém já tenha sua senha, o 2FA adiciona uma segunda barreira que reduz drasticamente o risco de acesso não autorizado. Essa ação simples pode fazer toda a diferença entre apenas um susto e o comprometimento dos seus dados, dinheiro e contas.

 

MINUTO 4 – Revisar

Agora é o momento de realizar uma verificação completa para identificar qualquer atividade suspeita, como acessos incomuns, movimentações em contas que você não realizou ou e-mails e mensagens enviados que você não reconhece.

Por que isso é importante?

Muitos cibercriminosos agem imediatamente, realizando transferências, alterando configurações ou utilizando o acesso à sua conta para propagar o phishing para seus contatos. Por isso, identificar qualquer atividade anômala é essencial para encerrar sessões ativas rapidamente e reduzir o impacto.

 

MINUTO 5 – Avisar

Último passo: informar quem for necessário. Por exemplo, se você inseriu dados financeiros, é importante entrar em contato com sua instituição bancária, pois ela pode bloquear transações fraudulentas ou sua conta a tempo.

Além disso, é fundamental avisar sua empresa ou equipe de TI. Se o ataque de phishing ocorreu em um ambiente corporativo, é importante que possam tomar medidas para evitar que outras pessoas também sejam vítimas.

Também é essencial alertar seus contatos: cibercriminosos costumam usar sua conta para continuar propagando o phishing, sabendo que mensagens vindas de alguém conhecido tendem a ser mais eficazes. Quanto antes você avisar, menos pessoas serão impactadas.

Outro ponto importante é entrar em contato com a empresa cuja identidade foi usada no phishing. Ela também é uma vítima indireta do ataque e precisa ser informada para adotar medidas de mitigação, como alertar seus clientes ou usuários.

 

Bônus – O que fazer depois de clicar em um phishing?

Após realizar os passos anteriores, que são fundamentais para minimizar o impacto de ter caído em um ataque de phishing, existem outras ações que você pode adotar para reforçar a proteção das suas contas.

Por um lado, é recomendável escanear o dispositivo com uma solução de segurança confiável, a fim de detectar e remover qualquer tipo de arquivo malicioso.

Além disso, é importante contar com uma camada de proteção ativa contra esse tipo de ataque. As soluções da ESET, por exemplo, combinam detecção em tempo real, análise comportamental e proteção contra phishing.

Isso é essencial para identificar tanto ameaças conhecidas quanto atividades suspeitas que poderiam passar despercebidas. Trata-se de uma camada adicional de visibilidade, que reforça seus bons hábitos de cibersegurança.